O absurdo do argumento
Por pior que seja, tudo o jogador de futebol tem o seu fã. O Paulo Almeida - esse sucessor do imperador do círculo central que dava pelo nome de Michael Thomas - tem como fã o Pedro Santos (o Silva entretanto já se curou).
Do mesmo modo cada resultado se pode justificar. Com argumentos, claro.
O desequilibrio no desempenho, e respectivo resultado, do último Sábado, justificava-se à custa da valia de cada uma das equipas.
Argumento para cá, argumento para lá e João Paulo decide disparar do meio do bálneario um tiro ao canto superior direito da baliza da razão.
- "Bom, vocês tinham o Lopes!".
As reaccões dividiram-se entre a estupefacção e o ataque de riso. Bola no barrote da impreparação geral para compreender uma demonstração por absurdo. João Paulo faz a recarga vitoriosa:
- "Sim. É que o Lopes segura muito bem a bola!".
Ah bom... tinha-se encontrado o fã do Lopes. Fim da 1a parte.
Domingo à tarde, café Andorinha.
André Ricardo é posto à prova com a revianga:
- "Ouve lá, o Lopes joga bem à bola?".
Pausa para que o corte possa ser politicamente correcto... e:
- "Bom... o Lopes é esforçado no ataque.".
Nova tentiva de drible,
- "Mas dirias que o Lopes é um bom jogador, um elemento desequilibrador?".
Sorriso. Apito final.
Haveria mais burlesco, em directo, na SportTV.